Mens Sana In Corpore Sano [EP]

by eternoretorno

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credits

released June 4, 2015

All songs and lyrics by eternoretorno

Junior Cardozo - Clean vocals/Guitars
Carlos Alves - Vocals/Guitars
Ricardo Musial - Bass
Diego "Tiba" Ponte - Drums

Album art - Caroline Castro/Carlos Alves

All content was recorded at home.
Recorded from 01/2015 to 04/2015
Mixed by Carlos, Joel Gomes, Junior, Luiza Marcon

Many thanks to everyone who supports us.

© 2015 eternoretorno, All rights reserved.

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about

eternoretorno Santo André, Brazil

Melodic hardcore band from São Paulo City area, Brazil.

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Track Name: Peso
Eu acordei e desejei que fosse a última vez
Atormentado com o que o tempo me fez
E sem saber se tudo foi real ou não

Me levantei, mas os meus pés nunca tocaram o chão
Não há conforto que anule a sensação
O meio-termo que assusta pela sua imensidão

A mesma dor que tanto machuca e corrói acaba fazendo com que eu queira um novo dia
A dissonância de tanta calma dentro desse desespero acaba criando certa harmonia
Noites sem dormir, e essa é só mais uma, assim como esse cigarro e essa canção
Tantas orações e essa é a última, pedindo que não mais haja ar em meu pulmão

O peso que se leva quando se tem um coração...
Track Name: Contrapeso
A última rua em que eu andei
Era um espelho meu
Vi um fantasma ali
Tentando refazer

A ultima vez, o ultimo ano,
O último refrão
E enfim fugir de mim,
Mesmo que em vão

A sensação de ver tudo girar
Me faz lembrar de quando eu caí do céu
O peso nas costas ao tentar se levantar
Um tiro no escuro, a luz que rasga o véu

-Essa é a sensação que fica depois de anos jogados no triturador
-O desconfortável comodismo de crescer em meio aos monstros é a morfina feita da própria dor

Difícil respirar
Com a corda bloqueando o ar
Difícil alcançar
O teto, a cadeira ou o chão

Me reencontrar com o perdido Eu
E atormentar o abismo que me concebeu

Entrelaçar os dedos entre os medos que eu já vivi
Me faz perder a fé lembrar de quando eu caí
Tropeçar no nada fere a cada dia mais
Cada degrau da escada há uma placa "aqui jaz..."

-Impossível me encontrar sem perder tudo que eu sou ou que eu quero ser
-Dentro do bolso da minha camisa

Qual a distância segura pra acertar
Um alvo que não para de se mexer?


Enxergo só o que eu não devo ver
Me cego aos meus próprios olhos
Faço o que não devo fazer
Me sinto só

O peso de estar vivo,
Ter que continuar
Me faz cair por terra
Quando eu devia voar (e eu caio)

Fingir por mais um dia
Que o vaso se quebrou
O arrepio que o vento traz
Das palavras que ninguém falou

É o desespero que aperta
Os ossos
E me faz sentar nessa cadeira
Onde é sempre cedo
Track Name: Nemesis
Outra história pra contar, um outro jeito de viver
É duro confrontar o abismo como um rosto conhecido
Não sei por onde começar, eu só quero entender
Encontrar um lugar onde eu não me sinta deslocado

Deixar de vagar por entre os olhos de quem já esteve aqui
Me levantar, não é mais hora de fugir

Voltar à orbita, se alinhar ao Sol.
Sem perder em chamas tudo que eu construí.
Como encontrar a direção certa estando preso a uma linha?
Como ter outra vida, se a única que eu conheço é a minha?

Deixar de respirar o ar que tanto me faz mal
Me purificar.
Reencontrar a paz.
Sentir os pés firmes em algo novo e real
Ter algo a perder.

Fazer com que a memória quase apagada do seu rosto se torne um cristal
Que atravesse as paredes do espaço e tempo.
Talvez as ondas do mar vibrem na forma dessa canção
E me respondam na calma do sopro do vento

Não tenho do que me esconder
Eu sou quem deveria ser
Talvez por não sorrir e me sentir inquieto pareça um dia ruim
Mas esses dias fazem com que eu me sinta vivo

Deixar de respirar o ar que tanto me faz mal
Me purificar.
Reencontrar a paz.
Sentir os pés firmes em algo novo e real
Ter algo a perder.

Solidão.
Nunca mais me sentir assim.

Outra história pra contar, um outro jeito de viver.
Track Name: Pressa
E todo aquele peso que levei por você
Não foi suficiente pra você perceber
As promessas que fizemos nunca serão
Os planos que traçamos, às traças no chão

Hoje falo eu no que um dia foi 'nós'
Mas era diferente quando estávamos a sós
Nossos sonhos que se completavam no fim
Talvez não o melhor, mas o perfeito pra mim

Questionável, desfavorável
À sombra do que um dia vivi
Incoerente, inexpressivo
O que mais resta a mim?
Desesperançoso, instável
Quase não apareci
Indiscreto, incerto
Já quase não moro aqui

E as coisas que eu deixei de te dizer
Espero que um dia você possa me entender
E mesmo que eu mudasse tudo de lugar
É seguro dizer que você nunca vai voltar

Diga, olhe nos meus olhos e diga
Que eu não sou nada pra ti
Pior que morrer
É morrer e continuar a viver

E as coisas que eu deixei de te dizer
Espero que um dia você possa me entender
E mesmo que eu mudasse tudo de lugar
É seguro dizer que você nunca vai voltar

Sempre é cedo nunca é tarde demais
O acaso pode nunca chegar
O destino é tempo demais
Nosso futuro ficou para trás

O sangue em minhas mãos fui eu quem derramei
O peso do tempo fui eu quem criei
Tão frágeis os laços que fazem doer
Eu sigo seus passos, me faço entender
Que esse remorso é o preço de ter
Prometido a mim mesmo nunca te esquecer

Como esquecer o que vive em mim?
Como eu vou saber até quando é o fim?
Não há pra onde ir, a não ser pra trás,
Lá ainda há de haver o que hoje já não existe mais

Ter que conviver com o fantasma do que sou
Ter que aceitar que o tempo nos enganou
Se só o tempo cura quanto tempo deve haver
Pra curar o tempo de uma vida sem você?
Track Name: Cidade
Acho que já estou pronto pra partir
Os prédios que me cercam já não podem mais me oprimir

O peso sobre meus ombros
A fumaça em meus pulmões
A velha rua esburacada
O que sobrou da sua visão

As vozes do silêncio
Ecoam através dos pensamentos meus
Não há lugar nessa cidade
Que eu possa dizer que já me pertenceu

Aterre os sonhos, asfalte os planos
Pra viver dentro de um padrão
Se acostume com a rotina
Da sua vida na cidade-prisão

É difícil respirar no meio de tanto cinza
É impossível se focar em meio à ambição

Se acostumar parece tão simples
Mas é uma maldição viver sobre os trilhos
Na mesma direção

A gravata aperta como a forca
Os olhos já não se fecham mais

É tudo fumaça e solidão

Parece sempre igual a vida nessa gaiola
É um misto de angústias. É a cidade prisão.

Nada mais pode me oprimir
Acho que já estou pronto pra partir

Os prédios que me cercam são flores em minha lápide
São sonhos que eu deixei de viver